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Clube Curitibano | Sede Mêrces

O bosque foi uma importante diretriz para o início do projeto: além de ser uma condicionante (não pode ser modificado), ele tornou-se uma potencialidade para atividades adjacentes, como estação de festas infantis e arvorismo, e para complementar o visual de quem frequenta o interior do edifício principal. O primeiro contato com o clube é por meio do bosque de araucárias, ao lado do hall. A partir dali outras áreas são visíveis como o restaurante, a academia, a quadra de futebol e as piscinas.
A solução arquitetônica apresentada visou atender às demandas atuais de espaço físico do clube e propor melhor desempenho das atividades futuras, de maneira integrada, por meio de qualidade conceitual e estética, acessibilidade, conforto ambiental, bem estar, sustentabilidade, segurança, identidade, viabilidade técnica e adaptação ao terreno e entorno existente. O aspecto plástico do edifício desejou traduzir o caráter de edifício sóbrio, diferenciando-se das edificações típicas residenciais e comerciais, mas sem prejuízo à sua relação com o contexto local. O edifício se comporta como uma escultura branca, um monobloco icônico de design atemporal, funcionando como símbolo para o clube e para o bairro.
As soluções de conforto ambiental se originaram logo na concepção inicial do projeto, avaliadas por meio do software Ecotech. Foram previstos sistemas e dispositivos para o amplo aproveitamento da ventilação natural, para proteção da insolação excessiva e para o controle climático (de temperatura e umidade). No pavimento térreo, uma extensa área de sombreamento com circulação cruzada garante a climatização. A ventilação natural nos outros pavimentos é proporcionada pela fachada ventilada com micro-perfurações, tecnologia com melhor custo-benefício do mercado. A fachada mencionada é composta por duas camadas: a interna de alumínio com esquadria máximo-ar e vidro incolor e a externa composta por uma membrana têxtil microperfurada, na cor branco gelo. Este vestido branco é o que cobre todo o edifício em todas suas faces, exceto as transversais. A proposta de construção com sistema a seco é uma estratégia de eco-eficiência. Além disso, a implantação de sistemas de captação e reuso de águas pluviais, a racionalização dos sistemas de infra-estrutura predial e a utilização de sistema de captação solar com placas fotovoltaicas contribuem positivamente para o processo de certificação AQUA.